Palestra: Gestão do conhecimento alavancando a maturidade em GP, com Beatriz Benezra

Mais um vez o PMIRS nos trouxe um excelente evento, muito bem organizado e gerenciado para que as pessoas presentes pudessem aproveitar o máximo do momento para o networking e para expandir seus conhecimentos.

Desta vez, o tema do evento foi Gestão do Conhecimento e a palestra foi com Beatriz Benezra, gerente de projetos e estrategista em gestão do conhecimento e inovação, expert em implantação de práticas de gestão do conhecimento e inovação. Fundadora e coordenadora do Grupos de Usuários de Gestão de Conhecimento da SUCESU-RS.

Mas vamos logo saber o que essa palestra trouxe para a gente?

Beatriz iniciou sua palestra contextualizando o gerenciamento de projetos e sua maturidade em prática nas organizações de hoje. Em síntese, trouxe dados de pesquisas apresentados no Pulse of the Profession que mostram que onde a maturidade de gerenciamento de projetos é maior, os resultados apresentados pelos projetos também são melhores.

Porém, pouquíssimas empresas relatam um nível alto de maturidade para gerenciar projetos. Os treinamentos e desenvolvimento do conhecimento em gestão projetos seguem estáticos e novas pesquisas mostram que essa maturidade não está saindo do lugar e evoluindo nas organizações.

Mas onde estaria o problema? 

Se as coisas não estão evoluindo, precisamos encontrar novos mecanismos que sejam eficientes ao gerar maturidade para as organizações e assim aumentar esse níveis para as próximas pesquisas. E a proposta da palestra foi exatamente essa: Como a gestão do conhecimento pode ajudar sendo que treinamentos seguem estáticos?

Mas pra que isso ficasse claro e bem definido, Beatriz primeiro especificou o que era (e o que não era) gestão do conhecimento. Existem dois tipos de conhecimentos, o conhecimento explícito que é adquirido em normas e processos bem definidos e o conhecimento tácito que é firmado em nosso modelo mental, baseado em todo conhecimento que já adquirimos e experiências vivenciadas.

O conhecimento é construído de forma espiral, em um ciclo aberto que se repete continuamente e vai se espalhando pela organização através das pessoas. Esse ciclo de conhecimento que vai passando de pessoa para pessoa, é também a base para que inovação e processos de melhorias contínua continuem acontecendo.

Quem constrói isso e faz que o conhecimento não pare em lugar nenhum são as pessoas, que devem ser estimuladas para que o conhecimento possa evoluir e se espalhar pela organização.

Mas e na prática? Como isso se aplica para que funcione verdadeiramente e transformar-se em um processo organizacional?

Para que maturidade organizacional possa desenvolver-se junto com a gestão do conhecimento é necessário organizar esses processos para tornar o processo de aprendizado e de compartilhamento do conhecimento um processo natural. Como resultado, tem-se um ganho exponencial de maturidade, qualidade, desenvolvimento da equipe, agilidade, integração, produtividade, inovação, etc.

Um exemplo do ganho de qualidade no gerenciamento de projetos e aumento da maturidade organizacional para gerenciar seus projetos é na hora de organizar as lições aprendidas. Hoje, tem-se um processo quase que arcaico para organizar lições aprendidas, onde a equipe seleciona aquilo que sentiu impacto para si ou que trouxe mais problemas.

Mas e o sucesso? O que gerou resultado e merece ser analisado para repetir em outros projetos? 

Precisamos começar a trabalhar com lições realmente aprendidas, ou seja, entender como se forma o conhecimento tácito e, principalmente, como incorporar isso ao conhecimento da organização. 
Entender de forma prática como cada processo teve real impacto e gerou resultados para o projeto, para depois entender como isso se aplicará (ou não) nos diferentes projetos e na cultura organizacional da empresa como um todo.

E esse processo não pode simplesmente terminar por aí. Precisamos aprender adaptar essas práticas no ciclo contínuo de melhoria da organização.

O conhecimento é um bem organizacional intangível. Percebe-se ao longo do tempo e com a evolução da maneira como as empresas geram valor para seus clientes, que cada vez mais os bens intangíveis formam a força da valorização das organizações.

Com a prática da gestão do conhecimento aplicada à inteligência e aos fluxos de melhoria contínua da empresa, naturalmente tem-se um aumento na forma como a organização lida com seus projetos.

Espera-se, com isso, que o aumento na maturidade de gerenciar projetos também seja natural, para que possamos ver nas próximas pesquisas o aumento real de qualidade ao gerenciar projetos.


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