Aprendizado do 11º Seminário de Gerenciamento de Projetos da Serra Gaúcha


Neste sábado, 25/06/2016, tive o prazer de participar do 11º Seminário de Gerenciamento de Projetos da Serra Gaúcha, do PMIRS.

O evento foi realizado no teatro da UCS em Caxias do Sul e contou com a presença de especialistas da área com muito conhecimento e principalmente com grande interesse por compartilhar esse conhecimento.

Pude tirar muito proveito desse conhecimento compartilhado, e trago um pequeno e breve resumo deles abaixo.

Agora, quer ter acesso a todo esse conhecimento?

Não tem outra forma a não ser aproximar-se do PMI e participar de grandes eventos como esse.



Palestra de José Finocchio Jr: TAKT PM e suas aplicações no Gerenciamento de Projetos


A palestra do Prof. Finocchio foi bem objetiva, explicando sobre os conceitos de sua metodologia, a TaktPM.

Eu já fiz o curso completo sobre o TaktPM, então tudo o que foi falado durante sua palestra apenas ligaram e relembraram os principais pontos dessa metodologia que interliga diversas teorias para criar uma unica metodologia ágil sem precisar exclusivamente de times dedicados.

O Takt PM é uma metodologia que traz princípios da gestão enxuta, permitindo entregar projetos mais rápido e com menos recursos e estoque, dando maior visibilidade ao gestor ao mostrar onde está o efetivo gargalo do projeto, num dado momento, indicando o que mudar e para o que mudar.

A metologia visa criar uma forma simples de controle para lidar com os múltiplos projetos que chegam às organizações, causando um enchimento da demanda total de projetos para entregar. Traduzindo, as empresas estão entregando poucos projetos ao mesmo tempo que muitos projetos novos estão entrando, causando um acúmulo enorme de atividades pendentes

Painel - Thiago Regal, Juliano Reis, José Finocchio Jr. e Marco Kappel.


O primeiro painel do Seminário teve uma mesa de discussão composta por Thiago Regal, Juliano Reis, José Finocchio e Marco Kappel.

Contou com diversas discussões levantadas por perguntas da platéia. Começando com a lembrança de que muitas empresas ainda não contam com forte cultura de gerenciamento de projetos, mas que isso tem melhorado nos últimos anos.

Juliano trouxe um ponto importante, lembrando que a preparação é o ponto chave para tudo, principalmente em épocas de crise, onde não há espaço para erros.

Depois chegamos a uma interessante discussão aos problemas de planejamento em projetos, onde citou-se projetos públicos de nosso país, onde muito foi gasto e nada foi entregue.

Nesse ponto, Kappel levantou uma importante questão: Ao falar do que realmente é resultado em projetos, precisamos associar a palavra benefício, para compreender se esse resultado realmente foi algo satisfatório.

Por fim, o painel conversou sobre projetos inovadores e inovação em projetos.

E aqui Juliano e Finocchio discutiram um importante ponto ao lembrar que para inovar é importante resolver algum tipo de problema. Complementado por Kappel, que lembrou que precisamos inovar, sem esquecer de toda uma base que já temos a nossa disposição, ou seja, ver as novidades como incrementos ao que já temos disponível para continuar crescendo.

Palestra de Rogério Severo: Gestão de Finanças de Empreendimentos


A palestra de Rogério Severo trouxe uma discussão muito interessante ao falar de custos, principalmente com exemplo de grande escala trazidos por Severo da área de engenharia. Os custos de um projeto tem entregáveis muito importantes para a gestão de um projeto de forma  eficaz e eficiente.

Ao lembrar desse planejamento, Severo coloca que a base para pensar em custos é lembrar da Lei de Paretto, onde 20% dos itens representam 80% do custo total.

Para complementar esse raciocínio, o gráfico completo da curva ABC de insumos para o orçamento da obra diz mais que isso:


Com um orçamento completamente definido, chega um ponto comum em todos os projetos: A conta não bate. Aqui é necessário uma gestão inteligente para buscar soluções que não impactem na qualidade final do produto entregue.

Para controlar corretamente os custos é fundamental ficar de olho em todos os indicadores disponíveis para analisar em tempo real possíveis problemas que poderão surgir, principalmente levando em consideração as mudanças de especificações ao longo do projeto ou ainda os impactos do clima no projeto.

No final da palestra, Severo complementou com uma frase de Leandro Vignochi: "Se você não tem tempo para planejar, arrume mais tempo e dinheiro para refazer."

Palestra de Paulo F. W. Keglevich: O Papel da Análise de Negócios na Recuperação de Projetos Problemáticos e as Novas Tendências no Gerenciamento de Projetos


Paulo Keglevich trouxe sua longa experiência em gestão de projetos para essa palestra e ainda seus exemplos em recuperação de projetos que estavam tendendo ao fracasso.

Essa palestra nos trouxe um visão de diversos problemas que podem levar projetos ao fracasso, como por exemplo:

 - Patrocinadores ou executivos expressando insatisfação, mesmo que disfarçadamente, ou pior, não fazendo questão alguma de acompanhar o projeto ou mesmo saber a respeito;
 - Partes interessantes relevantes e usuários chave sem consenso e/ou sem entendimento sobre os requisitos e objetivos;
 - Recursos para continuar ou concluir o projeto são insuficientes e estão diminuindo;
 - O projeto está muito fora do cronograma e/ou orçamento;
 - Não existem avanços significativos;
 - Inexistência de governança ou evidência de decisões de má qualidade;
 - Existem muitos boatos de que o projeto está naufragando.

Paulo lembra que muitas vezes é necessário avaliar se realmente há motivos para recuperar um projeto ou se isso poderia ser um esforço desnecessário.

Mas quais seriam então as abordagens para recuperação:

 - Fortalecer / Estabelecer uma governança clara para um saudável controle de fluxo decisório, ou seja, quem se dispõe a se comprometer com a direção do projeto;
 - Obter o comprometimento de pessoal para o êxito da recuperação;
 - Ficar atento aos riscos inesperados ao projeto;
 - Reavaliar os requisitos e objetivos originais;
 - Reavaliar os participantes no projeto;
 - Reavaliar a sistemática de controle e comprometer todas as partes interessadas.

Desse sucesso dos projetos e o alcance de seus objetivos individuais com ele, depende o sucesso das estratégias e em decorrência o sucesso da organização.

A palestra de Paulo finalizou com algumas tendências em gerenciamento de projetos e a lembrança de que a análise de negócios tem cada vez mais importância para a escolha dos projetos certos a serem executados e pela condução desses projetos ao êxito.

Painel - Leandro Vignochi, Paulo Keglevich e Rogério Severo


Este painel final, que dava fim ao Seminário, contou com a presença de Leandro Vignochi, Rogério Severo e Paulo Keglevich.

Este painel teve diversas discussões interessantes, iniciando pela lembrança de que planejar é fundamental para tudo que possa vir a acontecer no gerenciamento de custos e nos projetos em geral.

Nesse ponto, Rogério Severo trouxe um importante ponto: Só pode replanejar, quem já planejou.

É fundamental compreender e buscar sempre as melhores alternativas para executar de forma melhor os seus projetos e ainda ter o conhecimento de tudo o que possa interferir na realização do projeto em si.

A maneira com que pensamos em projetos é fundamental para o projeto ter sucesso do início ao fim de sua gestão.




Perdeu o 11º Seminário de Gerenciamento de Projetos do PMIRS em 2015? Confira esse resumo do evento

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