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Aprendizado do 12º Seminário de Gerenciamento de Projetos do PMIRS - Parte 2




O Maior Risco é Não Fazer: Prevenção de Riscos nos Negócios

– Eduardo Cruz



A palestra começou passando pelo exemplo do World Trade Center nos Estados Unidos. Este atentado terrorista mudou completamente a gestão de riscos e principalmente a forma como os riscos são vistos em cada caso diferente.

Eduardo continuou falando com o exemplo do Titanic e da “economia em segurança e revisão” que acabou custando caro. E ainda tocou no exemplo da boate KISS, ocorrido no Rio Grande do Sul, sendo um grande exemplo de como os riscos continuam sendo subestimados e sem receber a devida atenção e cuidado.

Mas Eduardo ainda trouxe exemplos comuns que nos tocam mais diretamente no dia a dia, como uma pessoa dirigindo e com celular ao mesmo tempo, que cria uma situação de distração perfeita para diversos problemas ocorrerem.

Eduardo coloca a revolução contemporânea como a da incerteza, ou seja, não temos mais certeza de nada que nos ocorre e nem do que ocorrerá. Temos que administrar riscos todos os dias, pois eles são inevitáveis. O palestrante ainda trouxe a tona um dado que foi apresentado na palestra de Ricardo Triana, onde diz que 47% dos projetos que falham são devido às decisões mal tomadas.

Projetos são pensados, gerenciados e executados por pessoas, logo, características do ser humano são empregadas em cada detalhe desses projetos. E prevenir riscos com pessoas são mais difíceis. Processos são automatizáveis, logo, podem ser auditados e gerenciados com excelência.

Isso, o palestrante chama de administração de riscos em tempo real.

Eduardo ainda comenta o conceito de catequese corporativa, onde trabalharmos todos os dias para mudar a cultura da empresa. Mudando, teremos condições de gerenciar os riscos do negócio e atuar mais diretamente nos processos. Mas para isso, precisamos mudar a nossa cultura para olhar para riscos também.

Grandes Projetos: O Case da Celulose Riograndense

– Alejandro Millan



Esta palestra foi constituída de um relato referente ao projeto Guaiba2 da Celulose Riograndense e sua construção, com exemplos de itens que colaboraram para o sucesso do projeto.

Desde o começo de sua palestra, Alejandro Millan deixa claro que um diferencial para o desenvolvimento do projeto, foi a definição clara de organograma e a preocupação intensa para que todos os integrantes soubessem de suas responsabilidade e impacto no andamento da obra. Isso gerou um equipe engajada e comprometida por entregar e provar seus valores para o desenvolvimento do projeto, onde cada integrante compreende a responsabilidade e prazo de sua entrega.

As necessidade técnicas e requisitos para o projeto foram itens de muita atenção, para que nenhum deles pudessem comprometer o cronograma. Ainda em cima disso, foram dados exemplos do quanto o controle rígido dos fornecedores e suas entregas foram fundamentais para andar dentro dos prazos, engajando os próprios fornecedores envolvidos com o projeto.

Esse engajamento forte de fornecedores e da equipe do projeto foi talvez um dos fatores mais impactantes e diferenciais em um projeto tão grande e complexo.

Ainda podemos salientar como ponto de grande importância, o cuidado e gerenciamento dos riscos no andamento do projeto, com equipes direcionadas diretamente para esse controle rígido de cada risco identificado.

Painel Engenharia: Liderança em Projetos – Indicadores Estratégicos de Resultados para Megaprojetos e Pilares de Tomada de Decisão

– Rogério Severo
– Joni Silva
– Alexandre Ely
– Gustavo Horbach



Neste painel sobre indicadores estratégicos de resultados para megaprojetos, com foco na engenharia, tivemos debatedores com opiniões muito interessantes sobre as melhores formas de manter a liderança e o engajamento em grandes projetos para que sejam convergidos em resultados de sucesso.

Um detalhe importante que foi discutido no começo do painel, foi sobre a complexidade que grandes projetos trazem e que é dever do Gerente de Projeto manter essa complexidade sob controle, tanto a complexidade que é gerada pelo próprio projeto quanto pelo seus subprojetos.

Para que isso possa ser feito de forma eficaz e eficiente, é muito importante manter integrada a gestão de conhecimento entre as equipes dos projetos. É importante salientar que indicadores de projetos e indicadores de gestão de projetos, são diferentes. Tendo além desses indicadores de gestão de conhecimento bem definidos, faz-se necessário outros importantes e básicos mas que precisam ter sua atenção dedicada como custo, prazo, stakeholders, etc.

Um conceito importante que o Gustavo Horbach tenta deixar muito claro e que é interessante, é que o conceito de “megaprojeto” pode ser direcionado para qualquer projeto que está fora do patamar atual da organização, ou seja, mobiliza novas e desafiadoras competências a serem desenvolvidas.

Ainda neste ponto, é colocado a importância de engajar as pessoas envolvidas com o projeto. Um conselho deixado, é ser um pouco pragmático em certos pontos, até mesmo envolvendo pessoas com base em contratos e prazos determinados por eles.

Por fim é discutido sobre os métodos ágeis. Um ponto que fica claro é que métodos ágeis deixam carentes pontos importantes de megaprojetos ou projetos de engenharia complexos, pois não resolve essa complexidade de projetos com muitos envolvidos e interfaces enormes.

Painel CIOs: Como Promover a Redução de Custos Garantindo a Inovação Tecnológica

– José Inácio Fritsch– Carlos Roberto Nascimento (Randon)– Rafael Kuhn (Terra)– Eduardo Santa Helena (Dana)– José Antônio Leal (Gerdau)



Este painel com CIO’s de várias empresas trouxe um discussão bem focada na governança estratégica da TI dentro das organizações e as formas da TI agregar qualidade para a visão estratégica da empresa.

Um ponto importante e conversado durante todo o debate, foi referente a importância do controle de qualidade de todas atividades e projetos que passam pela TI. O controle de qualidade é vislumbrado como um fator fundamental para que cada atividade que passe pela TI demonstre o seu ROI.

Outro ponto importante no nível estratégico, é ter uma boa compreensão da estrutura da TI e saber exatamente como cada “ferramenta” dessa estrutura contribui para atingir as metas e obter retorno de qualidade. Para isso, é destacado a importância de engajar as equipes de TI e mante-las alinhadas com os objetivos da organização.

Por fim, foi debatido diferentes formas e estruturas de TI dentro dessas empresas e como elas se relacionam com os objetivos estratégicos das organizações.

Ambiente de Inovação: Pessoa, Criatividade e Risco

– Jorge Audy (PUCRS)



Esta palestra foi muito bem conduzida por Jorge Audy, que começou conversando sobre o ambiente atual de inovação e a forma como essa inovação se desenvolve pelo Brasil. Deu um exemplo, inicial, de que o Brasil está “vendido em pedaços” e aos poucos, onde desmatamos e vendemos nossos recursos naturais para outros países ganhar dinheiro, dando por exemplo o café que é vendido para diversos outros países que faturam altos valores apenas vendendo nosso café.

A inovação pode acontecer em qualquer campo, seja em um produto, em um modelo de negócios ou até mesmo na cultura, sendo a cultura a que mais causa impactos e tem mais forças e raízes para se estabelecer permanentemente. Para contextualizar, é citado a mudança na economia tradicional para a economia do conhecimento, devido a força crescente da internacionalização e a velocidade que a inovação se instaura culturalmente nos dias de hoje.

Jorge Audy fez excelente referências e exemplos do crescimento e alta expansão dos parques tecnológicos, sendo fundamentais para a inovação a o crescimento das cidades inteligentes. Um item que o palestrante coloca como importante para a inovação e achei muito interessante é sobre a divergência de ideias no ambiente de inovação, sendo essa divergência de ideias novas a todo momento fundamental para que ocorram as inovações disruptivas.

O palestrante cita itens que são fundamentais para que ambientes possam realmente provocar inovações e projetos disruptivos, sendo pessoas o fator fundamental para que isso aconteça, pessoas com valores para agregar qualidade.

Além disso, é citada a importância de bibliografias e estudos para que a cultura e o conhecimento possam manter seu ciclo de continuidade. Ainda em cima disso, é apontada a resiliência como parte integrante da construção de ambientes que inovam aprendendo com aquilo que deu errado.

Por fim, é feita uma imersão em projetos para criação de cidades inteligentes e comunidades inovadoras, onde a inovação é autossustentável.

Case: Projetos Inovadores no Contexto Hospitalar – Hospital Moinhos de Vento

– Fernando Torelly (Moinhos de Ventos)



Fernando Torelly começou sua palestra conversando sobre a importância de compreender índices relevantes para qualificar bons hospitais. Sendo assim, os melhores hospitais devem ser aqueles que tem o melhor índice de curas. Um exemplo seria buscar o melhor hospital para tratamento da doença A, aquele que teve mais índices de cura da doença em questão.

O nome dado a isso, é medir o desfecho!

Dando sequência e exemplificando rapidamente seu case de sucesso no Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, com os projetos Restinga Extremo Sul, para construir equipes engajadas. Fernando explica que para cumprir processos e ter sucesso em qualquer projeto ou empreendimento, é necessário engajar e motivar pessoas, torná-las partes integrantes de qualquer resultado ou vitória alcançada.

Além disso, faz-se necessário transformar e capacitar pessoas para a imagem de cultura empresarial que deseja-se construir, mantendo uma liderança consistente nos grupos.

Para que possa estruturar projetos grandes e desafiadores, o Moinhos de Vento acredita muito no planejamento estratégico bem definido e acompanhado para não sair de rumo e manter expectativas alinhadas com os resultados. 

Por fim foi conversado sobre o projeto desafio e disruptivo do Hospital Público Restinga Extremo Sul, onde o Moinhos de Vento se desafiou a aplicar na saúde pública a mesma estrutura de sucesso e resultados da particular.

É um desafio enorme e um projeto que desafiou muitas barreiras.

Case: Mais Agilidade e Menos Burocracia – Desdobramentos de Estratégia em Projetos do Hospital Sírio Libanês

– Rute de Freitas (Hospital Sírio Libanês)



Rute de Freitas comentou no começo de sua palestra que o Hospital Sírio Libanês e seu grupo empresarial tem feito diversos investimentos e envolvimentos com projetos educacionais, focando muito na qualificação de pessoas.

Essa questão da qualificação de pessoas foi um ponto novamente importante em mais uma palestra, deixando claro que a formação e liderança de pessoas qualificadas é um forte investimento para para a qualidade de projetos de curto, médio e longo prazo.

Além disso, Rute exemplifica no case deste Hospital a importância de montar estratégias competitivas e bem estruturadas com toda equipe alinhada com as metas, até mesmo o quadro de médicos. É utilizado o BSC e o Canvas com uma grande importância para o controle estratégico dos resultados, deixando claro nesta apresentação do case que “qualidade e segurança naquilo que está sendo feito é vital para resultados de sucesso”. 

Ainda é utilizado em alguns projetos as metodologias ágeis, porém estas definições e métodos são definidos e aplicados conforme a necessidade de cada projeto.

Um modelo muito utilizado para evolução das estratégias e das equipes de trabalho, é a melhoria contínua. Desta forma, sempre estão procurando formas de melhorar aquilo que já foi entregue, sempre olhando para frente. Há ainda são estabelecidos comitês estratégicos para acompanhamento e controle dos resultados e metas mantendo todo o processo de melhoria em execução e alinhamento com as pessoas envolvidas.

Líder Coach: Seja o Líder que Todos Querem Ter

– Joel Ruocco



A palestra que foi repleta de ensinamentos muito interessantes sobre liderança e começou exatamente falando sobre os tipos de liderança e líderes existentes, além dos desafios que esses líderes encontram. Entre os grandes desafios, é listado a comunicação e o relacionamento como os principais pontos a serem trabalhados e cuidados por um líder.

Para conceituar bem o termo liderança, é colocado primeiramente que liderança é poder, mas esse poder ainda pode ser dividido entre o poder do perito (aquele que tem o conhecimento e é reconhecido como autoridade), o poder pessoal, o poder hierárquico e o poder atribuído. Sendo este “poder atribuído” o que se aproxima mais da essência da liderança, pois é aquele onde cada um desenvolve sua própria forma de liderar, mesmo não estando em um papel de líder, e assim os demais lhe atribuem esse tratamento e confiança.

A liderança também deve ser vista ou uma posição e uma habilidade, e normalmente elas podem andar juntas, mas não é uma regra. Podemos ver exemplos de grandes líderes que não exercem essas funções em uma hierarquia definida. Líderes ainda possuem seguidores, ou seja, as pessoas atribuem a eles a confiança suficiente para segui-lo e conectarem-se com suas ideias e formas de pensar.

Quando empresas tem posições de liderança em aberto, normalmente procuram preenche-las com aqueles que já tem esse perfil de liderança como uma habilidade. Para que a liderança possa ser exercida e aperfeiçoada, ainda existem alguns mecanismo de gerenciamento de conflitos, coaching e técnicas para manter uma equipe sadia. Mas a habilidade de liderança, é o grande fator em questão.

Mas já que estamos falando de líder coach, é importante salientar que coaching é uma habilidade de ajudar as pessoas encontrarem elas mesmas as respostas e o conhecimento, ou seja, um líder deve fazer com que as pessoas aprendam e cresçam por sua próprias conclusões.

Nesta parte o palestrante entrou em conceitos muito importantes para um líder, que são os valores em que ele acredita e pratica e principalmente seu propósito de vida. Ter um propósito na vida é fundamental para ser um líder inspirador, pois as pessoas costumam criar uma conexão emocional com pessoas que tem propósitos de vida bem definidas e colocam essa emoção em suas atividades, principalmente acreditando em valores únicos e diferenciados para realizar ações que estejam alinhadas com o propósito de suas vidas.

Nunca desconecte-se de seu propósito de vida.

Um bom líder ainda conhece bem suas forças e fraquezas, explorando aquilo que possui como qualidade e compensando suas fraquezas. Mas neste sentido, grandes líderes são muito positivos e irradiam suas energias para as pessoas ao seu redor, liderando com paixão! Conecte pessoas com seus objetivos e gere conexões entre elas, isso é acreditar em uma liderança humana e com valores intrínsecos para envolver pessoas e ainda aprender com elas.

O coaching é um catalisador de realizações, um instrumento para mudanças de hábitos e implementação da mudança. Um líder coach faz as pessoas ao seu redor encontrarem um causa para suas vidas, pois acreditam que devem formar novos líderes conectados com valores e propósitos. Neste ponto é importante acreditar no poder do feedback e no valor que ele gera para as pessoas que o recebem.

Para isso é necessário liderar times, não grupos. Um líder coach generaliza o positivo e especifica o negativo, ou seja, a melhor forma de você não fazer nada é achar negativamente que nada pode ser feito.

Esta foi uma palestra muito motivadora e que gerou um grande “gás” para quem assistiu-a. Porém, acredito que estes aprendizados devem realmente ser colocados em prática para realmente funcionarem. Independente se você está ou não posicionado como líder, seja um líder.

Tenha uma causa, tenha um propósito e levante-se todos os dias acreditando nele.

Liderando Equipes em Cenários Instáveis

– Ricardo Vargas



A palestra do Ricardo Vargas é repleta de ensinamentos e lições tanto para carreira quanto para a vida. No começo da palestra ele comentou sobre suas história quando criança e da sua pré-adolescência, simples e com uma família sem muitas “regalias”.

Ricardo Vargas comentou que quando jovem estudava muito, pois compreendia que mudar seu futuro dependia somente dele (não podia deixar de abrir esse parênteses aqui, para lembrar você que mudar seu futuro depende só de você e que este é a principal motivação e foco deste portal).

Posteriormente ele comentou do grande problema de saúde que teve já com 32 anos de idade. Quando achou que tudo estava indo bem em sua carreira e vida, descobriu que estava com um problema grave (um tumor raro no cérebro) que poderia inclusive ser fatal. Porém essa foi, segundo ele, uma história de motivação e superação que fez toda a diferença em sua vida, pois o fez correr atrás de uma forma de resolver isso, recorrendo a diversos médicos. Até que ele chegou ao próprio médico que descobriu essa doença e o próprio lhe operou, livrando-o de qualquer risco.

Como ele diz, esta experiência o tornou uma pessoa mais forte, e o fez ter certeza de que poderia enfrentar qualquer desafio.

Ricardo então comentou sobre suas empresas e a motivação para trabalhar com gerenciamento de projetos, após vender sua empresa que estava em um bom momento. Contou que o grande momento de sua vida, foi a ligação da ONU convidando-o a trabalhar com gerenciamento de projetos, onde hoje é diretor do Grupo de Infraestrutura e Projetos do Escritório de Serviços de Projetos das Nações Unidas (UNOPS, na sigla em inglês).

E assim, trouxe os próprio exemplos de projetos na ONU para desenvolver o assunto de “instabilidade”, onde ele fala que instabilidade está sempre presente em sua vida e sempre se fará presente na vida de todos, pois estabilidade e instabilidade caminham juntos.

Nunca espere somente pela estabilidade para agir, pois ela pode nunca existir.

Segundo ele, ter velocidade para agir e tomar decisões é fundamental, ou como ele diz: “erre muito rápido e conserte seus erros também muito rápido”. Isso é importante, pois você vai errar, todos erram. Mas é melhor que você erre rápido para poder corrigir também rapidamente e principalmente aprender logo com aquele erro.

Uma parte interessante e que me chamou muita atenção, é quando ele comentou que você precisa executar e fazer acontecer para colher resultados. Não adianta nada queixar-se ou reclamar das condições.

Você precisa executar agora, sempre pensando no curto, médio e longo prazo, mas executar agora.
Feito é melhor que perfeito!

Ricardo Vargas traz o contexto de gerenciamento de projetos para ser utilizado em nossa vida, e dá exemplos de como planeja o seu ano, seu mês e cada ideia que lhe surge, praticamente com um planejamento estratégico pessoal. Para isso, é necessário saber de seus sonhos e propósitos para correr atrás deles e fazer seus resultados aparecerem.

Isso é interessante e é o que ele chama de Work Life Balance. Nesse sentido, devemos parar de dividir nossa vida em várias partes (trabalho, família, pessoal, estudos, etc.) e começar olhar para ela como um só “empreendimento” que devemos cuidar com carinho.

Por fim, Ricardo Vargas contextualiza todos estes conceitos para falar sobre formas de liderar de forma eficiente grandes ou pequenas equipes em momentos de instabilidade ou crises. Neste sentido, é necessário executar e tomar ações com rapidez e corrigir o rumo conforme os resultados começarem a aparecer.

Foi uma palestra revigorante que encerrou um seminário rico em conhecimento e que agregou muito à vida de todos que estiveram presentes
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Aprendizado do 12º Seminário de Gerenciamento de Projetos do PMIRS - Parte 1



Olá a todos!

Eu, William Meller, e Marcelo Schumacher tivemos o imenso prazer de participar do 12º Seminário de Gerenciamento de Projetos do PMI-RS junto com outros grandes companheiros e escrevemos esse artigo.

Somos filiados ao capítulo de Porto Alegre e são eventos como esse que dão um orgulho enorme participar desta família do PMI, capítulo Rio Grande do Sul. Um evento muito bem organizado e com voluntários engajados em fazerem o melhor e deixarem uma história!

O capítulo do PMI do Rio Grande do Sul foi recentemente reconhecido pelo PMI Global como capítulo do ano.

Certo, mas o que queremos trazer neste artigo, são nossas anotações que fizemos durante o evento unidas em forma de síntese, para compartilhar tudo aquilo que aprendemos entre tantas experiências ótimas vividas neste seminário!

Atenção: devido a quantidade de informação, o artigo foi divido em duas partes.

Abaixo segue a primeira parte de nossa síntese, e esperamos poder compartilhar e ajudar a todos na disseminação do conhecimento.

Tendências Globais em Gerenciamento de Projetos

– Ricardo Triana


No começo de sua palestra, Ricardo Triana descreve a importância de resolver problemas com rapidez e agilidade, garantindo que esses problemas possam ser resolvidos com a mesma rapidez com que chegaram. Neste ponto é tocado em uma questão importante que guia o gerenciamento de projetos principalmente em tempos instáveis, que é o dinamismo dos problemas, ou seja, a forma rápida com que eles ocorrem e que exigem a mesma agilidade para que possam ser resolvidos sem grandes impactos.

Gerentes de projetos servem para resolver problemas, mudar realidades ou ainda uma necessidade. Portanto, não preciso ser um gerente de projetos para possuir habilidades básicas de gerenciamento de projetos.

Ricardo Triana começa entrar nas tendências em gerenciamento de projetos com um slide que informa que até 2020 serão geradas mais de 15 milhões de vagas para profissionais de gerenciamento de projetos. Com isso, é destacado a importância de conhecer e compreender a essência do gerenciamento de projetos e principalmente compreender processos importantes para agregar valor gerenciando projetos.

Fica aqui claro, que Triana destaca muito a importância dos materiais disponibilizados pelo PMI em seus informativos e guias oficiais como o Pulse of the Profession. O conhecimento que guias como esses agregam ao profissional de gerenciamento de projetos é importantíssimo para conduzir as tendências e padronizar as informações da área.

Ricardo Triana agrega entre as tendências apresentadas, dados importantes como a que diz que 47% dos projetos que falham são por decisões mal tomadas.

Para que isso possa ser evitado, Triana nos traz algumas maneiras corretas para tomarmos decisões melhores em nossas vidas. Entre elas, é falado sobre a cultura da transparência que deve ser fomentada pelo profissional de gerenciamento de projetos que deseja principalmente tocar suas decisões baseadas em valores éticos.

Agir com transparência, ainda garantindo a acessibilidade à informação com clareza e compartilhamento entre as pessoas que devem saber do “que está acontecendo”. Isso, com certeza evitaria problemas principalmente em órgão públicos, onde essa questão de transparência e acesso à informação causam problemas que levam a questões infelizmente vivenciadas no Brasil neste momento.

Outro ponto muito importante para Triana que ele coloca quase fundamental entre todos os demais para a tomada de atitudes, é referente aos procedimentos para gerenciar riscos. Riscos são fatores fundamentais a serem observados e gerenciados, principalmente criando a cultura de sempre analisar e compreender riscos e a importância de saber controlá-los.

Aqui, Triana destaca outra tendência, a de voltar ao básico. Ou seja, compreender os valores do gerenciamento de projetos e desenvolver talentos para trabalharem com as melhores habilidades do gerenciamento de projetos.

Triana destaca que não adianta de nada apenas pensar e querer fazer algo. É necessário ter ação e apresentar resultados de qualidade. Somente isso seria capaz de realmente elevar a maturidade de gerenciar projetos. Um PMO de qualidade deve provar e agregar valor ao negócio da empresa, principalmente estando alinhado com a estratégia e maturidade da empresa. Aqui é destacado a tendência do PMO em ascensão.

Triana destaca como tendência ainda ligado à estratégia da empresa, o gerenciamento de portfólio. Esta é uma tendência que ele destaca principalmente pela importância de manter um portfólio de projetos que esteja alinhado com o plano estratégico da empresa.

Somente assim os projetos realmente comprovam seu valor para a estratégia definida pela empresa.

Um profissional de gerenciamento de projetos deve possuir habilidades técnicas, habilidades de relacionamento interpessoal (liderança) e ainda habilidades para negócios. Este é o triângulo do talento do profissional de gerenciamento de projetos.

Com pontos de tendência apontados para a transferência de conhecimento, para que cada vez mais a cultura de gerenciamento de projetos possa conduzida e renovada, introduzindo conforme a necessidade, as práticas ágeis ao gerenciamento de projetos.

Por fim, Triana faz uma belíssima referência de motivação, deixando a mensagem para que todos estejam engajados em realmente viverem suas vidas intensamente e deixarem um legado, deixarem uma história de suas vidas!

Gerenciamento de Projetos Através da Visão Estratégica

– Carlos Augusto Freitas


No começo de sua palestra Carlos Augusto Freitas coloca e define conceitos importantes de governança e estratégia e a forma como esses dois itens devem estar bem integrados para que possa haver uma gestão de qualidade no comando estratégico de uma organização.

Com isso devidamente em funcionamento diferentes negócios começam a ser autossustentáveis, seguindo rumos quase que naturais guiados pelas estratégias definidas e conduzidas por uma governança de qualidade.

Para que isso seja possível, o palestrante destaca a importância de que todos os profissionais estejam integrados e compreendam sinergicamente a forma que os negócios e projetos dependem de suas ações para serem conduzidos.

Daí a importância do profissional envolvido com gerenciamento de projetos estar ciente dos processos que ocorrem e são conduzidos no momento pré projeto e no pós projeto entregue.

A visão estratégica deve ser conduzida com ações que condizem com a realidade e principalmente com as necessidades da empresa, balanceando as necessidades de cada projeto com a estratégia da empresa. Principalmente controlando para que a viabilidade dos projetos executados estejam alinhados com aquilo que foi definido na visão estratégica da empresa.

Um PMO que envia informações desnecessárias pode causar decisões erradas.

Por fim é apresentado questões importantes sobre inovação e conceito de fazer mais com menos, porém com qualidade e melhoria contínua.

O palestrante dá uma grande ênfase para a Lei do Bem e todos os benefícios de estar dentro deste programa, proporcionando ganho de qualidade, produtividade ou competitividade

Inovação vai acontecer, não adianta correr dela!

Painel: O PMO como Agente de Mudanças e Resultados

– Juliano Reis (Oracle)
– Guilherme Souto (Accenture)
– Tiago Nicoladis (Sicredi)
– Ben-Hur de Souza (Gerdau)


Neste painel é conduzido que o PMO para se sustentar deve gerar valor constantemente para a estratégia da empresa, principalmente compreendendo e interpretando valores de qualidade e que agreguem maior controle de todas as atividades, garantindo o ROI esperado do portfólio de projetos da organização.

Também é tocado em questões importantes como a preparação e visão estratégica que o PMO precisar ter, para guiar cada projeto compreendendo o que ocorre fora do escritório de projetos. Um ponto importante para o PMO é ser um agente transformador até mesmo no pós projeto, sendo flexível nos processo que se adequem mais corretamente aos diferentes projetos.

Visão sistêmica a ações que agreguem valor fazem a diferença em um PMO bem conduzido e de sucesso.

Painel: Hangouts de Projetos

– Ricardo Triana– Ricardo Vargas– Thiago Regal– José Finocchio– Américo Pinto


Neste painel conduzido pelas principais referências em gerenciamento de projetos, óbvio que foi um papo que fica marcado em cada um que estava presente.

Foi conduzida uma conversa muito interessante sobre a importância da autoconfiança dos profissionais envolvidos com gerenciamento de projetos e principalmente o perfil para trabalhar com projetos em momentos tão instáveis e de difícil tomada de decisões.

Um ponto muito importante e discutido é sobre a importância da liderança e engajamento de pessoas, pois são somente elas as responsáveis por conduzir com qualidade cada processo do gerenciamento de projetos.

Neste painel, Triana deixou uma mensagem que realmente foi muito reflexiva, onde diz: “Se você está insatisfeito, mude! Vá, faça acontecer! Ou se retire.”

Ricardo Vargas ainda disse: “Todos querem mudar, mas não querem mudar a si próprios. É difícil internalizar a mudança. Se você não tem condições de arrumar o seu armário, de que adianta querer mudar o mundo.”

Todos ainda citaram a importância e o que representou em suas vida o voluntariado no PMI, sendo este o grande responsável pelo sucesso de suas carreiras e suas vidas.

Por fim, são citadas pelos palestrantes pequenas atitudes para o sucesso da condução e engajamento de pessoas no gerenciamento de projetos, com palavras chaves como “generosidade”, “inspiração”, “humildade”, “coragem” e “exemplo”.

Transformando Insights em Grandes Empresas: o Desafio das Startups

– Marco Kappel


Esta palestra conduzida por Marco Kappel cheia de citações e frases de grandes autores, torna-se uma verdadeira inspiração para quem deseja empreender e deslanchar um grande negócio.

Para começar é feita uma relação e compreensão muito bacana sobre a importância de se possuir uma bela ideia com plano de negócios bem definido e estruturado, pois uma Startup é definida principalmente por esta estruturação inicial.

Uma Startup pode ser definida como uma empresa com uma bela ideia, que gera uma grande inovação e com altos riscos, principalmente sendo escalável. São essas características que além de representarem a iniciação de uma Startup, faz com que investidores realmente queiram aplicar seu dinheiro nessas ideias inovadoras.

Uma questão importante apresentada e comentada durante a palestra é a importância do esforço e suor sobre o trabalho que deve ser feito.

5% do empreendedorismo é a ideia, os outros 95% são trabalho, suor e execução na busca de resultados. Afinal, são resultados que indicam que aquele negócio pode ser mais que uma grande ideia.

Por fim, entra uma questão muito importante e que acaba sendo motivo de falha que leva muitos negócios a falirem. Estou me referindo à importância da validação das ideias, para realmente comprovar e compreender a necessidade dos potenciais clientes. Isso é muito importante, para saber se todo o trabalho que está sendo feito terá clientes para comprarem.

Para isso, o palestrante utiliza como referência o Project Model Canvas modelado pelo Prof. José Finocchio. Um modelo simples de ser utilizado e que ajuda muito na formação inicial da ideia em uma ação real.

Projetos de Redução de Desperdícios

– Leandro Vignochi


Para começar é comentado que redução de custos e redução de desperdícios são assuntos totalmente diferentes.

Nesta palestra é comentado sobre conceitos importantes, como a mentalidade enxuta. O Lean thinking serve para demitir pessoas, por exemplo, mas entendendo-se que é menos pior ser assim do que quebrar uma empresa e ir todo mundo pra rua.

É comentado a importância de assumir responsabilidades no projetos, pois sem responsabilidade não há necessidade real de usar o gerenciamento de projetos propriamente dito. Se lá na frente ocorrer risco, por exemplo, colocam mais horas ou cobram mais do cliente, e aí deixa-se a concorrência ganhar aos poucos.

A redução de desperdícios é apresentada como uma estratégia para momentos de crise. Mas é preciso ter um planejamento estruturado.

O gerenciamento de projetos entra como ferramenta de maior impacto, a principal forma de não errar na execução. A redução de desperdícios entra como a principal forma de não retrabalhar.

Inovação, Projetos e Portfólio: Integração para Resultados Promissores

– José Ignacio Jaeger Neto– Fernanda Bocoli


Esta palestra foi conduzida por um casal, guiado por muita sinergia e carisma. Apresentou-se conceitos importantes da inovação e principalmente a compreensão daquilo que realmente pode ser compreendido por inovação.

A inovação pode ser dada por diversas formas, seja em um produto, um processo ou um método.

A exploração bem sucedida de uma boa ideia com a percepção de oportunidades é a principal característica daquilo que é inovador

José Ignacio Jaeger Neto faz belas colocações e exemplos a respeito daquilo que é inovador mas deixa bem claro que o grande desafio, é realmente vencer com aquele produto no mercado.

Por isso, ele comenta que ideias devem ser ditas, compartilhadas, divulgadas!

Vivemos em mundo conectado onde pessoas estão cada vez mais próximas e portanto compartilhar boas ideias é o começo da criação de um aprendizado de inovação.

Posterior a estas excelentes colocações, Fernanda Bocoli traz tudo isso para o mundo do gerenciamento de projetos com informações a respeito do conceito de portfólio de projetos e sua importância para uma organização.

Portfólio é muito bem definido por ela como uma ponte que liga as estratégias com as iniciativas. A ponte que liga o “precisar” com o “fazer”. Ele deve ser uma medida real de intenção, direção e progresso de uma organização e o gerente de portfólio ajuda a criar um caminho para isso.

Um problema que é apresentado e que costuma ocorrer em muitas organizações, é a pressão sem fim por projetos que não acompanham a definição estratégica da empresa, ou portfólio de projetos que são definidos para acompanhar esta estratégia.

Isto faz com que muitos dos projetos executados acabem sendo até mesmo empecilhos, dependendo da visão estratégica da empresa. Aqui o cuidado a se ter é “não fazer certo o projeto errado ou fazer errado o projeto certo”.

O portfólio de projetos é fundamental para que os projetos certo possam ser selecionados para a estratégia da empresa ser atingida.

O Poder de Viver com Propósito: Construindo e Mantendo Resultado para Atingir Satisfação Pessoal e Profissional

– Eduardo Tremarin


Esta palestra inspiradora e motivadora começou sobre a importância para cada um de nós aproveitar nossas melhores habilidades para entregar qualidade em tudo que nos propormos a fazer.

O mais interessante nesta palestra, é a forma com que Eduardo Tremarin consegue falar claramente sobre a inspiração que devemos sempre buscar em nossas vida, compreendendo o sentido que nos leva a batalhar todos os dias.

É muito importante buscarmos um propósito para nossa vida ter mais sentido, pois em cada momento somos colocados à prova e precisamos lembrar deste propósito, pois é ele quem nos dará as forças necessárias, atitudes e habilidades para continuarmos firmes até mesmo nas mais diversas batalhas que travamos em nossos dias.

Ainda nesta ideia de atitudes que devemos ter para correr atrás de nossos propósitos, ele coloca a resiliência como um ponto importante. A resiliência é fundamental para encontrarmos força e aprendizado até mesmo nas maiores frustrações que podemos enfrentar.

Com essas atitudes e perfil em nossas vidas, devemos ter a capacidade de perceber a excelência e buscar resultados de qualidade para nós mesmos. Ter excelência naquilo que fazemos vai de encontro diretamente com o que definimos por propósito em nossas vidas.

Para que possamos aplicar tudo isso, é muito importante parar a preocupação que tem-se com tempos desnecessários. Ficar ligado demais ao passado e preocupado demais com o futuro, faz com que deixamos de viver e estarmos conectados no momento presente.

É importante estar conectado com tudo o que fazemos e saber que cada mínimo detalhe tem impacto significativo no que escolhemos como missão em nossas vidas.

Um conceito muito interessante que foi apresentado é o de mindfulness, que é conhecido por ser um antídoto para a procrastinação, tratando-se de estarmos atentos em nosso nível máximo de concentração para aplicarmos todas nossas habilidades naquilo que fazemos. Somente em estado máximo de concentração em nossa execução, estamos realmente engajados com os resultados.

Por fim são trazidos conceitos importantes da liderança e motivação de pessoas. Onde fala-se de maneira muito interessante sobre a importância de praticar motivação intrínseca nas pessoas que estão ao nosso redor. Deixando três perguntas chaves no final da palestra:

O que eu amo? O que faço bem? O que o mundo precisa?
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